sexta-feira, 21 de maio de 2010

anjos da noite


Cai a noite.
Anjos na porta batem, tocando minha alma flamejante. Sonho.
Sinto minha alma voltar para o meu corpo, quente como o calor do Sol, a aquecer o frio de minha alma.
Um suspiro me vem à cabeça.
Penso ser a última gota do meu sangue, a devorar meu corpo coberto por cascas da imoralidade.
Queimo no fogo do inferno, a culpa da minha fraca existência.
Um ser recalcado pela ignorância de outrora, que bate de frente com a vida imposta.
Ah! Vida, despeja em mim sua emoção. A dor de estar vivo.
Vivendo de emoções, a resposta que justifica a minha existência, ínfima diante da grande roda gigante, carrossel de ilusões, perfume da vida.
Anjos da noite vêm me despertar para o lúdico, o imaginário. Trazendo consigo esperanças. Sonhos ingratos me fazem sofrer.
Trás para mim a lembrança do mundo perfeito. A dança que movimenta meu corpo, minha alma vai de encontro à sua, em perfeita sintonia rítmica.
Doces ilusões, sonhos de uma noite de verão. Acordo para as cores gritantes da vida cotidiana, forasteira.
Anjos da noite.

Fernando Inazumi

quarta-feira, 21 de abril de 2010

POEMA DA SAUDADE

A noite já ia alta, quase madrugada, e eu seguia com a noite,

Cheguei até a janela, procurei, mas não vi nenhuma estrela,

Estavam escondidas, algumas nuvens opacas, com certeza,

Nuvens no céu, nuvens nas cidades, que hoje se apagam.

E eu estava com você, mas você não estava comigo,

Pois, quase nunca, você esteve comigo. E eu sinto.

Sinto no coração um aperto que machuca,

Sinto, nos olhos, que eles se avermelham,

Sinto que, um tanto envergonhados, eles choram,

Que eu não consigo ver as estrelas que procuro,

Pois, imaginava, nelas, te encontrar também.

Mas nada vejo, porém eu ainda te sinto e me dou conta,

Que estrelas, hoje, não tem a menor importância,

E é por isso que eu não te encontro. Você não existe mais.

Você não existe no céu, não adianta te procurar,

Mas você existe na minha alma, você existe na lembrança

E, percebo, eu sinto saudade. Uma saudade imensa.

Maior que o céu de estrelas que eu procurei e não achei.

Mas sei que as estrelas existem ainda. Para uns poucos, talvez,.

Meu céu se perdeu e você se perdeu com ele. Mas sei que ele existiu.

E ele foi lindo, você a mais infinita e brilhante das estrelas,

Mas não te vejo mais, por isso esta saudade, que é tua,

Que a dor mais funda é a perda daquilo que nos aqueceu a alma,

Com as esperanças mais imensas, os sonhos mais extremos.

Como dói o afastamento que se fez, de tudo aquilo que mais se quis,

Se aquela estrela, infinita, hoje é, só, uma saudade tão machucada!

domingo, 4 de abril de 2010

sempre certo.


vermelho sempre!
tem cores que são eternas.
não tenha medo de ousar neste tom.